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AUTO-ESTIMA

   A auto-estima começa a se forma na infância, a partir de como as outras pessoas nos tratam. Ou seja, as experiências do passado exercem influência significativa na auto-estima quando adultos. Perde-se a auto-estima quando se passa por muitas decepções, frustrações, em situações de perda, ou quando não se é reconhecido por nada que faz. O que abala não é só a falta de reconhecimento por parte de alguém, mas principalmente a falta de reconhecimento por si próprio.
   Quando a auto-estima está baixa a pessoa se sente inadequada, insegura, com dúvidas, incerta do que realmente é, com um sentimento vago de não ser capaz. Não acredita ser capaz de ter alguém que a ame, de fazer aquilo que quer, de se cuidar, desenvolvendo assim um sentimento de insegurança muito profundo, desistindo facilmente de tudo que começa, isso pode se expressar em forma de angústia, dor no peito, choro, pesadelos, vazio, agressividade, depressão, punição, doenças.
Culpam os outros pelos próprios erros, encaram todas as críticas como ataques pessoais e tornam-se dependentes de relações doentes. O maior indicador de uma pessoa com baixa auto-estima é quando sente intensa necessidade de agradar, não consegue dizer "não", busca aprovação e reconhecimento por tudo o que faz, sempre querendo se sentir importante para as pessoas, pois na verdade, não se sente importante para si mesma. Com isso, se abandona cada vez mais.
   A auto-estima também influencia a escolha dos relacionamentos. Aqueles com elevado amor-próprio em geral atraem pessoas com a mesma característica, gerando uniões saudáveis, criativas e harmoniosas. Já a baixa auto-estima acaba atraindo ou mantendo relacionamentos destrutivos e dolorosos. Quando há amor-próprio não se deixa envolver nem manter relações destrutivas. Há também uma relação direta e muito importante entre desempenho profissional e auto-estima, mas esse é outro assunto.
   A auto-estima influencia tudo que fazemos, pois é o resultado de tudo que acreditamos ser, por isso o autoconhecimento é de fundamental importância para aumentar a auto-estima. Ou seja, confiar em si mesmo, ouvir sua intuição, acreditar em sua voz interior, respeitar seus limites, reconhecer seus valores, expressar seus sentimentos sem medo, sentir-se competente, capaz e se tornar independente da aprovação dos outros, tudo isso faz com que a auto-estima se eleve. Mas é um processo gradativo que exige trabalho e conscientização.
Na verdade, todos estamos à procura de amor. E esse sentimento ainda é o que rege tudo o que buscamos, fazemos e somos. Principalmente o amor por si mesmo, que é a base da construção da auto-estima. Que tal reconstruir a sua?  Pessoas com baixa auto-estima têm mais chances de ter problemas de saúde
os tratamentos de saúde também deveriam
se concentrar em melhorar a auto-estima dos pacientes.
baixa auto-estima pode influenciar o comportamento dos indivíduos.
Entre as conseqüências estão probabilidades menores de se querer fazer exercícios ou mudar de dieta alimentar, o que pode aumentar os riscos de obesidade e de problemas cardiovasculares.   Baixa auto-estima pode prejudicar relacionamento de casal
 
Pessoas com baixa auto-estima podem procurar evidências de que seus parceiros estão infelizes com o relacionamento Pequenos problemas ocorrem em todas as relações normais, explicou a pesquisadora. No entanto, para uma pessoa com auto-estima baixa, as dificuldades transitórias podem ameaçar a sensação de segurança na relação  A auto-estima tem três elementos: a apreciação, a capacidade de assumir algo e a responsabilidade
Auto-apreciação
  O primeiro elemento é a auto-apreciação, a apreciação de nossa importância e de nossa dignidade.
1. Nós já temos todos os recursos de que precisamos.
2. Não existe fracasso, existem apenas resultados.
Freqüentemente, nós focalizamos somente nossas falhas ao invés de reconhecer nossos sucessos para alcançar o sucesso. Com essas pressuposições, tudo se resume em descobrir a maneira certa de alcançar o que queremos atingir.
   Dois recursos internos importantes são a nossa capacidade de aprender e a nossa capacidade de adaptação. Com capacidade de aprender e flexibilidade nós temos capacidade para manter a auto-estima elevada. A adaptabilidade ajuda-nos a lidar com as mudanças que não podemos controlar.
   A PNL é poderosa porque focaliza no positivo. Ela focaliza o que queremos em vez do que não queremos.
Responsabilidade pessoal.
   O segundo elemento da auto-estima é a responsabilidade pessoal ou capacidade de assumir algo. As pessoas que possuem auto-estima elevada assumem a responsabilidade por suas vidas e pelas situações que enfrentam. As pessoas com auto-estima baixa tornam-se vítimas das circunstâncias. A capacidade de assumir é um elemento crítico no fortalecimento pessoal.
   O princípio da PNL que se aplica aqui é o de que, se aquilo que estamos fazendo não está funcionando, devemos fazer algo diferente. Quando alguma coisa não funciona em nossa sociedade, nós geralmente tentamos corrigir a situação fazendo mais da mesma coisa, fazendo-o mais depressa ou com maior aplicação. Quando na verdade, o que precisamos é fazer algo diferente.
   A PNL começa com a pressuposição de que a mudança é possível e pode ocorrer rapidamente. Se não gostamos da situação em que estamos, temos a responsabilidade de fazer algo para mudar essa situação. A maneira mais fácil para mudar nossa situação é mudar a nós mesmos. A PNL nos proporciona a maneira de fazer isso.
  As pessoas que possuem auto-estima elevada tratam as outras com respeito e dignidade. As pessoas com baixa auto-estima freqüentemente tratam mal as outras. Quando nós temos uma auto-estima elevada, não necessitamos colocar os outros para baixo a fim de nos sentirmos importantes.
  Um princípio básico é compreender as intenções positivas da outra pessoa. A pressuposição é que existe uma intenção positiva atrás de nosso comportamento. Isso não significa que o resultado desse comportamento seja positivo. Significa que nós temos a intenção de fazer com que nossas ações consigam algo que consideramos como um benefício positivo. Embora possamos não gostar daquilo que a outra pessoa faz, nós podemos apreciar sua intenção positiva. Esta simples pressuposição tem o poder de transformar os relacionamentos. A suposição de intenções positivas permite-nos separar a pessoa de seu comportamento - podemos aprovar a pessoa embora desaprovemos seu comportamento.
Modelando o sucesso
  A PNL também pressupõe que nós podemos aprender modelando as pessoas bem sucedidas. Fazendo o que fazem as pessoas bem sucedidas, nós também alcançaremos o sucesso. Primeiro, nós modelamos o comportamento que queremos ter. Depois, nós dividimos um comportamento complexo em pequenas partes, a fim de aprendermos como aplicar esse comportamento. Isso nos permite dividir a auto-estima em componentes e comportamentos específicos que podem ser aprendidos e executados. O fato de dividir em pequenas partes dá-nos a opção de melhorar nossa auto-estima por meio de um programa passo-a-passo.
  O poder dessa divisão em pequenas partes para mudar nosso comportamento e nossas vidas é imenso. Por exemplo, Cathy (não é o seu nome real) é uma jovem de 18 anos do curso colegial com uma dificuldade de aprendizado. Ela está em classes de educação especial. Devido a esse fato, Cathy passou a maior parte de sua vida com uma auto-estima muito baixa. Depois que recebeu um exemplar do 31 Days to High Self-Esteem, ela começou a praticar e aplicar as técnicas e princípios. Após uma semana de aplicação das técnicas para melhorar sua auto-imagem, um valentão da sala de aula disse a Cathy que ele não sairia com alguém como ela, porque ela era feia. Esse tipo de declaração geralmente arrasava Cathy, porque ela tomava isso pessoalmente, o que reforçava sua baixa auto-imagem. Ao invés de sentir-se mal em relação a si mesma, Cathy disse ao rapaz que ela também não sairia com ele. Essa resposta causou admiração tanto no professor da Cathy que ouvira a conversa e à sua mãe, quando o professor relatou-lhe o incidente. Recentemente, Cathy escreveu-me a seguinte carta:
  " Antes de mais nada, desejo agradecer minha madrasta por ter comprado esse livro e por me fazer lê-lo. Eu não tinha certeza de que ficaria feliz se fizesse o que me mandaram, mas agora estou muito contente por ter recebido esse livro com a recomendação de lê-lo, porque ele me fez mudar todo meu ponto de vista. Eu sou alguém e realmente gosto de quem eu sou. Eu também descobri que outras pessoas também gostam de mim. Eu não sou alguém sem valor, estúpida ou feia. Sr. Bragg, obrigada por ser tão instrumental nas mudanças que eu fiz por causa do seu livro. Agora, tenho alguns amigos e tenho um domínio muito melhor sobre quem eu sou.
Eu não tenho somente amigos de minha idade, mas minha madrasta e eu somos boas amigas agora e eu sempre atribuirei essa amizade às coisas que eu aprendi lendo seu livro.
Obrigada, do fundo do meu coração.
... Cathy, 18 anos."
   Cathy formou um grupo de estudos com diversos amigos para praticar as técnicas de construção de uma auto-estima elevada. Esse grupo de apoio reforçará sua experiência e permitirá a ela ajudar outros a melhorar sua auto-estima. Cathy melhorou sua auto-imagem dividindo em partes comportamentos complexos em ações simples que ela podia fazer, uma de cada vez. O poder da PNL está em suas pressuposições. As pressuposições nos fortalecem para melhorar nossa auto-estima apreciando a nós mesmos, assumindo a responsabilidade sobre nossas vidas e agindo com responsabilidade em relação aos outros.
   Auto-estima
  A auto-estima se forma a partir das primeiras experiências infantis. A criança percebe no olhar e na expressão amorosa dos pais que está recebendo atenção, que aqueles que a cercam se encantam e se preocupam com ela. Sentindo-se o centro das atenções, ela cresce confiante de que é amada e que sua existência é importante. Quando começa a ser educada, tendo que controlar seu impulsos e aprendendo que não pode realizar seus desejos e necessidades imediatamente, já possui uma base para suportar as pequenas restrições que lhe vão sendo impostas no processo de respeito às leis da sociedade e da convivência com os outros, o que vem a ocorrer na escola.

   Se esse processo for feliz, a criança, mesmo não sendo linda e tão inteligente como outras, sente-se segura e vai tentar de qualquer maneira usar todo seu potencial para manter intacta a auto-estima que já conquistou. Essa criança pode comportar-se de modo mais atraente e render mais no seus estudos do que outras, mais bonitas e mais inteligentes, que não foram, no entanto, devidamente apreciadas pelos pais.

   Estas últimas, por outro lado, encontram no convívio com outras pessoas a oportunidade de viverem experiências que podem suprir o que lhes faltou em casa. Crianças que possuem talentos que não foram reconhecidos pelos familiares podem, de repente, superar as seqüelas deixadas pela omissão ou falta de sensibilidade dos que as cercaram em seus primeiros anos de vida e tornar-se auto-confiantes, modificando-se internamente quando o reconhecimento de suas qualidades vem de pessoas que elas valorizam e que têm autoridade.

   Muitas vezes a relação dos pais com os filhos é narcísica: os pais esperam que os filhos sejam e realizem o que não conseguiram, que reflitam para eles a imagem que não conseguiram ver refletidas. Em geral, são pessoas insatisfeitas que impõem aos filhos o dever de lhes proporcionar, vicariamente, a felicidade que almejaram. Deixam, portanto, de verem o filho como uma pessoa com características e tendências próprias, e insistem em tratá-los como se fossem meros prolongamentos de si. Quando a criança não corresponde às expectativas e não tem a sorte de encontrar na escola experiências que venham a compensar ou anular o que viveu em casa, sente-se praticamente renegada, mesmo que isso se passe sorrateiramente. Surgem as pessoas com baixa auto-estima; condenadas a viverem em função da reação dos outros para se auto-avaliar.

   Na pergunta acima, vemos uma moça cujo mundo desaba com o fim de um relacionamento amoroso. Ela se sustentava não por seu próprio conceito acerca de si; precisava do namorado para sentir que valia alguma coisa. Por ficar sem chão, não pode sair. Tranca-se em casa para evitar a sensação de não ser vista, sem dar-se conta de que ela mesma não se olha, não olha para dentro de si. Foge de fantasmas que acredita estarem fora dela, nas ruas, e que podem destruí-la se não lançarem sobre ela um olhar de interesse, de admiração. Mais uma vez, ela imagina que a culpa é dela, que ela é um "erro da natureza" porque não possui medidas de "miss". Percebe-se que não "reinou" em seu lar, que não foi (ou não sentiu-se) alvo do olhar amoroso de pais amorosos. Delega a qualquer um o poder de ressuscitá-la ou de fazê-la manter-se emparedada.

   Ninguém se dá mal na vida por acreditar em pessoas boas e, sim, por não saber distinguir uma pessoa boa de uma não boa. Guiada pela certeza de que os pais eram bons e ela é que não era boa, vai repetir a situação de amar alguém que não a valorize. Como sobreviver admitindo que os pais não são bons, por mais rejeitadores que tenham sido? A adulta de hoje se torna indiscriminada: não aprendeu a reconhecer quando está sendo amada.

   Todos sabem que a torcida é importante, que chega a influir no desempenho de um time ou de um atleta. Nos dias de hoje, entretanto, é preciso aprender a jogar sem torcida. As pessoas boas não estão sempre ao nosso lado. Os corpos atléticos, a valorização da musculatura, numa era em que poucos esforços são necessários para que se viva, podem ser a metáfora da necessidade de estarmos fortes interiormente para sermos capazes de enfrentar não mais as intempéries, os animais selvagens, a busca do alimento mas, sim, outros monstros ameaçadores, como a inveja, a falta de solidariedade, a competição permanente, a deslealdade. Da mesma forma que existem academias de ginástica para as pessoas ficarem fortes e belas, existem os consultórios dos psicanalistas e psicólogos para as pessoas se tornarem mais robustas emocionalmente. Sejamos otimistas e pensemos que a vida pode se tornar muito interessante quando nos apresenta um desafio. O mundo está aí e você, autora da carta sobre auto-estima, pode perfeitamente ultrapassar essa fase que está vivendo, livrando-se, pelo menos, de seus fantasmas.

   Auto - Estima
   Maria do Rosário Silva Souza

    A opinião que a criança tem de si mesma está intimamente relacionada com sua capacidade para a aprendizagem e com seu rendimento. O auto-conceito se desenvolve desde muito cedo na relação da criança com os outros.
   Os pais atuam como espelhos, que devolvem determinadas imagens ao filho. O afeto é muito parecido com o espelho. Quando demonstro afetividade por alguém, essa pessoa torna-se meu espelho e eu me torno o dela; e refletindo um no sentimento de afeto do outro, desenvolvemos o forte vínculo do amor, essência humana, em matéria de sentimentos.
  É nesta interação afetiva que desenvolvemos nossos sentimentos positiva ou negativamente e construímos a nossa auto imagem.
   Se os pais estão sempre opinando a partir de uma perspectiva negativa para os filhos, e se estão sempre taxando-os de inúteis e incapazes, ou usando de zombarias e ironias, irá se formando neles uma imagem "pequena" de seu valor. E se com os amigos, na rua e na escola, repetem-se as mesmas relações, teremos uma pessoa com auto - estima baixa e baixo sentimento de auto - avaliação.

   Como desenvolver a auto - estima ?

   Quando a criança tem êxito no que faz - e já falamos sobre a forma de ajudá-las nesse sentido - começa a confiar em suas capacidades. E quanto mais acredita que PODE FAZER, mais consegue.
É importante ensinar à criança que ela pode fazer algumas coisas bem, e que pode ter problemas com outras coisas. E que esperamos que faça o melhor que puder.
   Também é uma boa ajuda admitirmos nossos próprios erros ou fracassos. Ela precisa saber que também nós não somos perfeitos : "Sinto muito. Não devia ter gritado. Fiquei o dia todo chateado."
   Para ajudá-la a criar bons sentimentos é importante elogiá-la e incentivá-la quando procura fazer alguma coisa, fazendo-a perceber que tem direito de sentir que é "IMPORTANTE", que "pode aprender", que "consegue" e que sua família lhe quer bem e a respeita. O cuidado reside em adequar as tarefas que cabem a cada idade e permitir que ela tente, como colocar o suco no copo (ainda que derrame), a roupa (mesmo do avesso), a jogar objetos no lixo, guardar os brinquedos, as peças do jogo, ajudar na arrumação dos seus livros, fitas de vídeo, enfim, solicitar a ajuda da criança, partilhando com ela pequenos afazeres, vale até aplausos às suas conquistas.
   Portanto, estabeleça metas realistas e adequadas a idade de seu filho. Dê-lhe oportunidade de desenvolver-se sem super protegê-lo ou sem pressioná-lo, nem compará-lo com outras crianças.
Assim, ele formará um conceito positivo de si mesmo. E para desenvolver esse sentimento, estimule-o quando ele sentir que não tem condições de realizar algo. Talvez tenha de dizer-lhe : "Claro que você pode. Vamos, vou te ajudar."


   Breve Relato de experiência

   Certa vez, como professora da 1a série, trabalhando com crianças de 6 anos e meio e 7 anos, deparei-me com um menino que possuía imensa capacidade intelectual, forte interesse pela literatura e na época já havia lido "Os Lusiadas" (Camões), mas sua coordenação motora global ficara comprometida, apresentando dificuldade para correr, pular, jogar bola, subir em árvores; atividades comuns às crianças desta faixa etária.
   Sempre que íamos ao parque da escola, seus olhos brilhavam ao ver os amigos subindo e brincando na goiabeira. Incentivei-o muitas vezes a subir e orientei-o para não temer cair, pois a árvore estava rodeada de areia do parque. Até que certo dia, subi com ele na árvore: "Vamos, eu subo com você." E brincamos juntos. Foi o início de novas experiências para ele. Em outras situações, uma palmadinha no ombro, um sorriso, uma palavra de elogio ou de incentivo de vez em quando, ajuda e muito, a desenvolver na criança sentimentos positivos.
   Mas é importante que o elogio seja merecido. Ela sabe quando é sincero. E se for falso, isso fará com que não tente mais! É melhor elogiar o que fez, do que elogiá-la diretamente. "Nossa, que quarto arrumadinho!"... "Gostei de ver como você foi educada com a mãe do Dudu." A criança precisa sentir-se satisfeita consigo mesma para aprender e para alidar os seus sentimentos.

   Considerações importantes a respeito do desenvolvimento da Auto - estima.

   A teoria de Piaget é ao mesmo tempo compreensiva e útil a todos. Ela oferece uma forma alternativa de se compreender o comporta- mento e o desenvolvimento humano, para aqueles interessados em educação e psicologia.
   Não há leis ou fórmulas como na Física ou na Química, mas usar as teorias como recurso pedagógico e educativo e nos leva a descobrir aquelas que são mais úteis à formação da personalidade, que é de grande importância para todos nós, educadores, pois propõe uma reflexão sobre o nosso cotidiano e nossa relação com a criança. Isto é ao meu ver, o apelo da obra de Piaget. Ela vai ao encontro das expectativas de pais e professores preocupados com o desenvolvimento da criança em todos os aspectos da sua personalidade.
   Uma série de recomendações consistentes com a teoria de Piaget é apresentada a seguir :
  1.) Os pais e professores devem assumir relações de respeito mútuo com as crianças, e
não autoritárias, pelo menos alguma parte do tempo em que permanecem juntos. Os pais podem encorajar as crianças a resolverem problemas por si mesmas e a desenvolverem a autonomia. Pais e professores precisam respeitar as crianças.
  2.) Quando a punição às crianças se fizer necessária, ela deve estar baseada na reciprocidade e não na expiação. Por exemplo, o menino que se recusa a arrumar o seu quarto pode ser privado das coisas que estão no quarto. À menina que bate em outras crianças, deve ser negada a interação com outras crianças.
  3.) Os professores podem promover a interação social nas salas de aula e encorajar o questionamento e o exame de qualquer problema que pode ser levantado pele criança. Existe valor intelectual em trabalhar com os interesses intelectuais espontâneos da criança e, para o desenvolvimento moral dela, é igualmente valioso lidar com as questões morais espontâneas. Isso cabe também aos pais.
  4.) É possível envolver a criança, mesmo a da pré - escola, em discussões de problemas morais. À medida em que ela ouve os argumentos de seus colegas pode experimentar a desequilibração cognitiva, que pode conduzir à reorganização de seus conceitos. O conflito cognitivo é necessário para a reestruturação do raciocínio e para o desenvolvimento mental.
  5.) Se muitos "educadores" desejassem pensar ao contrário, a responsabilidade, a cooperação e a auto disciplina não podem ser transmitidas à criança autoritáriamente. Tais conceitos devem ser construídos por ela a partir de suas próprias experiências, para o quê as relações de respeito mútuo são essenciais. Pais e professores são os que, em geral, organizam o meio social ao qual a criança se adapta e a partir do qual ela aprende. É discutível a idéia de que a criança pode desenvolver os conceitos de justiça, baseados na cooperação, em um ambiente cujo o sentido de justiça tenha por base apenas a autoridade.
  6.) A privação ou punição através do afeto é prejudicial para a criança, pois provoca baixa auto - estima e sentimento de culpa. Por isso não se deve dizer : "Mamãe está TRISTE com você ..." A ameaça usando o afeto é doloroso demais para ela.
   A criança com auto - conceito positivo oferece contribuições significativas e valiosas para o grupo e para a própria formação.

    Uma palavra final...

   Sem auto - estima, difícilmente a criança enfrentará seus aspectos mais desfavoráveis e as eventuais manifestações externas. Já a criança com auto - conceito positivo parece mais ativa; tem facilidade em fazer amigos, tem senso de humor, participa de discusões e projetos, lida melhor com o erro, sente orgulho por contribuir e é mais feliz, confiante, alegre e afetiva.
   Neste sentido, os sentimentos devem ser tão bem demonstrados quanto são ensinados. Este é o segredo para um bom começo de vida. Ensinará a criança a enfrentar a vida. O orgulho, quando não é excessivo, contribui para o desenvolvimento da auto - estima.
   E convém relembrar que a auto - estima mantém uma estreita relação com a MOTIVAÇÃO ou o interesse da criança.

   Mas, o que é auto-estima?
   Enrique Maia Publicado em 07/04/2005

   Ter a auto-estima elevada pode fazer a diferença na vida de uma pessoa. Essa é a afirmação que vemos em palestras, vídeos, livros e programas de televisão onde o bem-estar, a qualidade de vida e os relacionamentos interpessoais são enfocados. Mas o que se torna difícil de entender e quase sempre não é explicitado é: O que é exatamente isso que chamamos auto-estima? O que determina uma baixa auto-estima? O que posso fazer para ter uma boa ou elevada auto-estima?
Essas questões não são de fácil resposta, mas vamos tentar abordá-las ao longo deste texto.
   O que é auto-estima? Alguns autores e a maioria dos leigos diz: É gostar de si mesmo, valorizar-se! Outros dirão: É ter uma opinião positiva de si mesmo, ter uma boa imagem de si. Há quem defenda: É ser confiante, acreditar em si e em sua capacidade. E se pedimos para explicarem melhor estas afirmações e fazerem uma diferenciação entre amor-próprio, auto-conceito, auto-imagem, auto-confiança e auto-estima, parece difícil. Mas, vamos tentar facilitar isso tudo, até porque as afirmações acima não estão erradas ao definir auto-estima, mostram-se, talvez, incompletas. Acredito ser uma definição mais adequada apresentarmos auto-estima como a opinião acerca de si (auto-conceito), somada ao valor ou sentimento que se tem de si mesmo (amor próprio, auto-valorização), adicionado a todos os demais comportamentos e pensamentos que demonstrem a confiança, segurança e valor que o indivíduo dá a si (auto-confiança), nas relações e interações com outras pessoas e com o mundo. Então, não estamos falando apenas de um sentimento que temos por nós mesmos. Mais que isso, estamos falando de pensamentos e comportamentos que temos relacionados a nós mesmos.
   O que determina uma baixa auto-estima? O que fizemos ou fazemos para que o sentimento e as atitudes que temos conosco tornem-se tão negativos ou tão baixos, diminuindo-nos?
   Os estudos sobre auto-estima apontam em sua extensa maioria para influências presentes em nossa infância (Rosenberg, 1983 e Coopersmith, 1967). Coopersmith, que realizou um amplo estudo sobre auto-estima, aponta como fatores importantes na construção da auto-estima: “a) o valor que a criança percebe dos outros em direção a si, expresso em afeto, elogios e atenção; b) a experiência da criança com sucessos ou fracassos; c) a definição individual da criança de sucesso e fracasso, as aspirações e exigências que a pessoa coloca a si mesma para determinar o que constitui sucesso; e, d) a forma da criança reagir a críticas ou comentários negativos.” (Gobitta & Guzzo, 2002 )
   Podemos de forma mais abrangente apontar situações que, quando presentes na vida de uma pessoa, são precipitadoras e/ou mantenedoras de uma baixa auto-estima, tais como: críticas, rejeições, humilhações, abandono, desvalorizações e perdas. Importante frisar que a construção dessa percepção negativa de si mesmo é resultado de interações sociais (familiares, escolares, profissionais, entre outras...). Nelas a pessoa vivencia situações onde é colocada numa posição de sentir-se inferiorizada e de menor valia.

   Coopersmith(1967) afirma, ainda, que "... crianças não nascem preocupadas em serem boas ou más, espertas ou estúpidas, amáveis ou não. Elas desenvolvem estas idéias. Elas formam auto-imagens... baseadas fortemente na forma como são tratadas por pessoas significantes, os pais, professores e amigos", e eu complementaria dizendo que elas também passam a se comportar, a agir consigo e com as pessoas baseadas nestas experiências.

   Então, o que alguém pode fazer para ter uma boa ou elevada auto-estima?

   Comecemos com orientações de Coopersmith, para as crianças e os pais:
  a) experimentar uma total aceitação de seus pensamentos, sentimentos e valores pessoais;
  b) estar inserida num contexto com limites claramente definidos, desde que sejam justos e não opressores;
  c) os pais não usarem de autoritarismo e violência para controlar e manipular a criança, bem como não humilhar, nem a ridicularizar; e,
  d)os pais devem apresentar um alto nível de auto-estima, pois eles são exemplos vivos do que a criança precisa aprender.” (Gobitta & Guzzo, 2002 )

    Complemento com dicas que servem a todos:
  1) buscar o autoconhecimento, pois ele permite entender e identificar o que acontece que te faz sentir-se menos valorizado. Ou seja, quais fatos ocorreram (ou ocorrem) em sua vida que geram sentimentos de impotência, tristeza, ansiedade e/ou menos valia;
  2) A partir desse levantamento do fato ou dos fatos, encontrar maneiras alternativas de agir naquela situação, para não ser tomado pelos sentimentos. Um exemplo seria a pessoa descobrir seus “pontos fracos” e saber que ela poderá ser criticada por eles, e assim agir sobre eles fazendo cursos, aprendendo com outros ou exercitando mais aquela habilidade;
  3) Identificar suas qualidades não apenas os defeitos, isso facilita o engajamento em tarefas onde suas características positivas possam ser realçadas, o que nos leva ao próximo item;
  4) Engajar-se em atividades mais prazeirosas ou onde se tem um bom desempenho e se é valorizado. Assim, fortalece-se a auto-estima, não pela superação de um problema, mas pelo aumento de atividades que produzam coisas boas si e validem o que se é e o que se faz;
  5) Valorizar a si mesmo e sua individualidade empenhando-se em atividades que lhe tragam felicidade, seja cuidar de forma física (melhor auto-imagem), dançar, ler um bom livro, permitir-se ser cuidado, amado e sentir-se especial.
   Os benefícios para si tanto na vida pessoal, relacionamento afetivos, familiares, quanto na vida profissional são grandes. Lembre-se de quem deve ser a pessoa mais especial e importante no mundo, você!

   Promover a auto-estima é o principal eixo para qualquer trabalho de desenvolvimento pessoal. A auto estima é simplesmente o amor pela própria existência, pela própria história, seja ela qual for.
   As pessoas com baixa auto-estima atraem para si uma qualidade de vida muito ruim e a forma como ela se trata determina como ela vai ser tratada pelos outros.
   As essências abaixo descritas são algumas de muitas que podem ser utilizadas nos casos em que a pessoa tem dificuldade para gostar de si mesma, mas é importante que a estas essências sejam associadas outras que se relacionem com aquela pessoa em particular. Cada fórmula de floral é individual e única.

   FIVE CORNERS

  Esta é uma essência australiana para a baixa auto-estima, especialmente quando esta se relaciona ao corpo físico. São indicadas para pessoas que se acham feias, gordas, em geral não cabem nas roupas que vestem porque têm uma imagem distorcida de si mesmas e muitas vezes não se cuidam. Tem em geral sentimentos ruins para consigo mesmas, não se aceitam e, portanto, não se auto-acolhem, não conseguem afofar o travesseiro antes de dormir, afofar o próprio ninho.

  JASMINUM

  Esta é uma flor do nosso sistema mineiro (Jasminum officiale – Jasmin), e indicada para quando a pessoa se ilude com auto imagens falsas. Para rejuvenescimento psíquico. Obesidade, excesso de bagagem na personalidade. Ideal para adolescentes especialmente quando em fase de grande exaltação erótica.

  SAGE

  Essência de uma flor da Califórnia que traz a capacidade da pessoa avaliar com objetividade e imparcialidade, a vida e as experiências vividas. Para quem tem a tendência de ver a própria vivência como desfavorável ou lamentar por não sentir-se merecedora de determinadas situações. Incapacidade de perceber os propósitos e significados mais elevados nos eventos da vida. Promove a descoberta da sabedoria interior.

  CENTAURY

  Essência de Bach, indicada para desenvolver um forte sentido de si mesmo. Para quem é dominado pelos outros.

  Falamos tanto sobre isso, mas você sabe o que é auto-estima?
  Auto-estima é a opinião e o sentimento que cada um tem por si mesmo. É ter consciência de seu valor pessoal, acreditar, respeitar e confiar em si. Coisas nem sempre tão simples assim.
  A auto-estima, juntamente com o amor-próprio, é a base para o ser humano. É a cura para todas as dificuldades e sofrimentos. E mais, é a cura para todas as doenças de origem emocional e relações destrutivas.

   Aqui estão algumas dicaspara identificar e aumentar sua auto-estima:
  
   O que é auto-estima?
   É a opinião e o sentimento
que cada pessoa tem por si mesma. É ser capaz de respeitar, confiar e gostar
de si.

   Características da baixa auto-estima:

  - insegurança
  - inadequação
  - perfeccionismo
  - dúvidas constantes
  - incerto do que se é
  - sentimento vago de não ser capaz de realizar nada >> depressão
  - não se permite errar
  - necessidade de: agradar
  - aprovação
  - reconhecimento

    O que diminui a auto-estima?
  - críticas e autocríticas
  - culpa
  - abandono
  - rejeição
  - carência
  - frustração
  - vergonha
  - inveja
  - timidez
  - insegurança
  - medo
  - humilhação
  - raiva
  - e, principalmente: perdas e dependência (financeira e emocional)

    Quando começa a se formar

    Na infância. A partir de como as outras pessoas nos tratam.
   
    Para elevar a auto-estima é preciso:
  - Autoconhecimento
  - manter-se em forma física (gostar da imagem refletida no espelho)
  - identificar as qualidades e não só os defeitos
  - aprender com a experiência passada
  - tratar-se com amor e carinho
  - ouvir a intuição (o que aumenta a autoconfiança)
  - manter diálogo interno
  - acreditar que merece ser amado(a) e é especial
  - fazer todo dia algo que o deixe feliz. Pode ser coisas simples como dançar, ler, descansar, ouvir música, caminhar.

   Resultados da auto-estima elevada

  - mais à vontade em oferecer e receber elogios, expressões de afeto
  - sentimentos de ansiedade e insegurança diminuem
  - harmonia entre o que sente e o que diz
  - necessidade de aprovação diminui
  - maior flexibilidade aos fatos
  - autoconfiança elevada
  - amor-próprio aumenta
  - satisfação pessoal
  - maior desempenho profissional
  - relações saudáveis
  - paz interior

 

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